quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Vida de modelo não é fácil não

Vida de modelos e manequins vai muito além do glamour e aplausos




Para atender padrões de beleza elas se submetem a sacrifícios e renúncias

Diante de tantas dificuldades, não restam dúvidas de que elas merecem os aplausos quando entram nas passarelas, ou quando os registros de fotografias exibem uma bela produção. Seja com objetivo de seguir a carreira de modelo, ou por hobby, na plateia há quem não entenda que por traz do glamour deste universo, há renúncias e sacrifícios em busca de um ideal.

Nascida e criada em Quissamã, a modelo Rosy Ribeiro, de 18 anos, relata como começou nas passarelas, ressaltando suas conquistas, mas também as dificuldades de sua escolha. Com 1,80 de altura, 81 de busto, 63 de cintura, 91 de quadril, e o manequim 38, a jovem calça sapatos 39, e exibe belo par de olhos verdes e cabelos loiros, e apesar da pouca idade já trabalha para a Agência Ford do Rio.



“Sempre gostei de fotografar e principalmente estar nas fotos, mas com 13 anos foquei no objetivo de seguir carreira, sabia o que eu queria pra minha vida. Meu primeiro desfile foi no Shopping da Avenida Pelinca. Em Março desse ano me mudei para o Rio de Janeiro e desde junho do ano passado trabalho pela Agência Ford, lá fiz meu book, o produto do meu trabalho. Terminei o ensino médio há pouco tempo e estou em busca de qualificações, pois uma modelo precisa se sentir motivada em seu físico e mentalmente para seguir em frente”, disse a modelo, acrescentado:

“Na profissão leva mais não do que sim, mas não pode desistir. Temos que mostrar sempre ser capaz de poder fazer diferente diante de um mercado tão competitivo. Para isso é preciso estar atento às tendências, estar bem informado, ler muito, saber falar mais de um idioma, buscar lugares diferentes para as fotografias e buscar sintonia com cada cliente, que os mais variados gostos e exigências. Assim você conquista um espaço e respeito”, disse Rosy ressaltando que tem planos de cursar teatro para melhor desenvoltura nas passarelas e frente às câmeras.


A modelo relatou ainda que, no início, foi muito difícil terminar os estudos longe de casa e dos amigos, para tentar oportunidades na capital e não se pode pensar em retorno financeiro imediato. “Mas em todas as dificuldades tiro experiências para o próximo desafio. Elas parecem me dar mais força para seguir em frente e valorizar as conquistas. Me inspiro na Gisele Bündchen, pela mulher dedicada e inspiradora que é, não só pela carreira, mas pelo caráter e humildade de sempre”, finalizou.



Já a modelo Juliana Correa Pires, de 22 anos, pensa diferente. Apesar de toda paixão pelo que faz, tem a sua carreira e atividades como hobby. Ela está no 7º período de Direito e confessa ter recusado propostas de ir à capital, exclusividade para trabalhar em agências e figuração em telenovela.


Com um 1,74 de altura, 85 de busto, 67 de cintura, 95 de quadril, manequim 39 e calça sapatos 37, a morena de olhos castanhos claros e cabelos pretos, desde criança tem na veia a expressão artística, da dança, do teatro, chegou a fazer curso de modelo e manequim, mas tudo começou quando a convite de uma amiga participou do concurso Garota e Garoto Farol, em 2010. Apesar de não ter conquistado as primeiras colocações, ela conta que o organizador do concurso a convidou para fazer alguns desfiles e fotos em campanhas publicitárias.

“Foi então que conheci o coordenador do Miss Campos, Nelcimar Pires. Na época, o titulo era da ex-Big Brother Brasil Adriana Sampaio e ele precisava de uma substituta para receber a titulação de Miss Beleza Campos. Posteriormente, ele achou justo que eu fosse a Miss Campos 2012. Em setembro passei a faixa para a atual miss Campos, Orama Valentim, durante evento da nova coleção de Nelcimar, no Teatro Municipal Trianon”, disse.



Juliana explica que durante seu reinado ela ficou muito mais visada, os trabalhos aumentaram, logo, a intensidade das cobranças.



“A modelo passa por triagem em foto, medida corporal, nas passarelas, e se você não está entre os padrões esperados, perde os melhores trabalhos. Cheguei a participar do concurso Miss Estado do Rio, em que participaram 27 meninas. De todas elas, eu era a mais ‘cheinha’ e cheguei a escutar que o que eu tinha de sobra no bumbum deveria colocar no seio. Isso meche com o psicológico de homens e mulheres, por isso, é comum vermos tantos casos de doenças como anorexia” revelou Juliana disparando ainda:

“Durante o reinado tive que fazer dieta rigorosa, estar em dia em clínicas de estética e entrei em paranoias de não querer comer, mas não cheguei a ficar doente. Acredito que isso se deve aos padrões de beleza exigidos pelo mercado, que não respeita o biótipo da mulher brasileira, fazendo com que modelos interfiram em suas características físicas naturais”, alertou Juliana.

A DITADURA DA MAGREZA E A ANOREXIA NO BRASIL
De acordo com o Site Oficial da Psicóloga, Pesquisadora e Escritora, Olga Tessari, a anorexia nervosa afeta, na maioria das vezes, pessoas jovens entre 14 a 18 anos, e do sexo feminino (90% dos casos ocorrem em mulheres), provocados por padrões físicos de magreza, impostos não somente em modelos ou manequins.

A anorexia nervosa é dividida em dois tipos: restritiva, quando o paciente faz um jejum prolongado por medo de engordar e purgativa, quando, mesmo sem comer, vomita o pouco que ingeriu. No Brasil, segundo a Associação Reluzir, de 0,5 a 1% da população tem anorexia. Embora de incidência baixa, seu índice de mortalidade é alto: cerca de 20% dos pacientes morre sem conseguir resultado com o tratamento.

“Essa é uma doença que há muito tempo não pode ser rotulada como doença de modelo ou manequim. Ela atinge, em 90% dos casos, as mulheres entre 14 e 18 anos e são meninas, na maioria das vezes, que possuem um padrão de beleza que elas veem na mídia e acreditam ser o ideal”, conclui a especialista.









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fonte:passeiaki.com/

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